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Estudantes da USP Encerram Greve Após 54 Dias de Paralisação

Na noite de 8 de junho de 2026, estudantes da USP decidiram encerrar a greve que durou 54 dias, com 323 votos favoráveis, enquanto unidades ainda debatem retorno às aulas.

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9 de jun. de 2026
Estudantes da USP Encerram Greve Após 54 Dias de Paralisação

Em assembleia, 323 estudantes votaram a favor do fim da greve; cada unidade ainda vai decidir quando retornar às aulas.

Na imagem, ato de trabalhadores e estudantes da Universidade de São Paulo em frente Reprodução/Facebook Sintusp 16.abr.2026.

Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) decidiram recomendar o fim da greve após 54 dias de paralisação. A votação ocorreu em assembleia na noite de segunda-feira, 8 de junho de 2026.

Foram 323 votos a favor do encerramento, 255 pela continuidade da greve e 9 abstenções, conforme o jornalista Bruno Lucca, da Folha de S.Paulo. No entanto, essa decisão não encerra a greve em toda a universidade, já que cada unidade fará assembleias nos próximos dias para decidir sobre o retorno às aulas.

A greve começou em 14 de abril e, segundo os jornalistas Thiago Félix e Lauryn Amaral, da CNN Brasil, mais de 100 cursos foram afetados. A Folha informa que o movimento se espalhou por todas as 43 unidades da USP, tornando-se uma das maiores mobilizações estudantis da última década.

A principal reivindicação dos estudantes era o aumento do PAFPE (Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil), voltado para alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Inicialmente, o movimento pedia a equiparação do benefício ao salário mínimo paulista, de R$ 1.874, mas depois reduziu a proposta para R$ 1.096 mensais.

A reitoria propôs aumentar o auxílio integral de R$ 885 para R$ 912, valor que representa a recomposição da inflação acumulada desde 2022. Também anunciou medidas para o Crusp (Conjunto Residencial da USP) e a ampliação do diálogo com os estudantes, mas as propostas foram consideradas insuficientes pelo movimento.

A greve começou após os estudantes se unirem à paralisação dos servidores técnicos e administrativos. O movimento dos funcionários foi encerrado em abril, após um acordo com a reitoria. Os estudantes, no entanto, mantiveram a mobilização, focando em permanência estudantil, moradia, alimentação e bolsas.

Professores da USP também decidiram aderir à greve em 25 de maio. A assembleia dos docentes pediu reajuste salarial, melhorias no PAFPE, reorganização do semestre acadêmico, ausência de punições aos estudantes e investigação da ação da Polícia Militar na desocupação da reitoria.

A ocupação da reitoria foi um dos momentos mais tensos da greve. Estudantes ocuparam o prédio em maio para exigir a retomada das negociações com a administração da universidade. A Polícia Militar retirou os manifestantes na madrugada de 10 de maio.

De acordo com a PM, não houve feridos na operação e quatro pessoas foram levadas ao 7º Distrito Policial. Um boletim de ocorrência foi registrado por dano ao patrimônio público e alteração de limites. O DCE (Diretório Central dos Estudantes) Livre da USP afirmou que a ação incluiu o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes.

A USP declarou na época que não foi avisada previamente sobre a ação policial. A reitoria também afirmou ter mantido diálogo com os estudantes, mas alegou que as negociações chegaram ao limite devido a reivindicações que não poderiam ser atendidas e pautas fora da sua competência.

Com o retorno gradual de algumas atividades e a proximidade do fim do semestre, cresceu entre os estudantes a busca por uma solução negociada. Agora, as unidades devem decidir o calendário para a reposição das atividades suspensas.

Texto adaptado com IA · conteúdo original preservado
Fonte original: poder360.com.br

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