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Governo Trump Critica Condenação de Eduardo Bolsonaro e Denuncia Perseguição Política

O Departamento de Estado dos EUA manifestou descontentamento com a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF, acusando o Brasil de perseguição política em 16 de outubro.

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18 de jun. de 2026
Governo Trump Critica Condenação de Eduardo Bolsonaro e Denuncia Perseguição Política

O Departamento de Estado dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, criticou a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo STF.

A declaração foi divulgada pela Reuters e confirmada pela Folha. Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que 'este é o mais recente episódio de um padrão de perseguição e de uso político do sistema judicial pelos tribunais brasileiros contra seus opositores políticos'.

Eduardo Bolsonaro foi condenado na terça-feira (16) por unanimidade pela Primeira Turma do STF por coação no curso do processo, devido à sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro e obstruir a análise de um esquema golpista.

O porta-voz do Departamento de Estado também disse que 'debates políticos devem ser resolvidos por meio de eleições democráticas, e não por condenações'.

O ex-deputado foi sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, além de uma multa de R$ 150 mil. Ele perderá o cargo de escrivão da Polícia Federal, do qual já está afastado, e agora se torna 'ficha suja', impedido de se candidatar por oito anos.

Esta é a segunda vez que o governo Trump se manifesta contra a decisão relacionada ao ex-deputado. Em uma entrevista na quarta-feira (17), Trump comentou sobre a condenação, mas confundiu os membros da família Bolsonaro.

Durante um encontro do G7, ele disse que ouviu que 'prenderam hoje alguém que está concorrendo a um cargo público'. Ele se referia a Lula, e mencionou que soube da prisão de 'Bolsonaro Jr.' logo após se despedir do presidente brasileiro.

'Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam-no, ou querem prendê-lo, para ter alguma coisa contra ele', completou Trump.

A menção ao Texas pode estar relacionada ao discurso de Eduardo durante o Cpac, o maior evento conservador do mundo, que ocorreu no Texas em março.

Trump afirmou que as autoridades brasileiras 'jogam pesado' e, em seguida, mudou de assunto para os EUA. 'Mas ninguém joga mais pesado do que os Estados Unidos. Veja, nossas eleições são totalmente manipuladas. Nós temos eleições manipuladas.'

Em Genebra, na Suíça, o presidente Lula comentou sobre Trump, dizendo que, embora o republicano tenha suas preferências, ele não conhece o Brasil pela relação com a família Bolsonaro.

'Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso. Ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. Afinal de contas, gosto não se discute.'

Lula e Trump se cumprimentaram duas vezes durante o G7, na França, mas não tiveram uma reunião bilateral. O petista afirmou que não fazia sentido se reunir com o republicano, já que o Brasil está em negociações para evitar uma tarifa de até 37,5% contra o país.

Membros do governo brasileiro afirmam que as negociações com os americanos estão difíceis. Apesar das reuniões entre as equipes dos dois países, há uma sensação de que, enquanto o Brasil está disposto a negociar, os americanos não especificam o que exatamente esperam das autoridades brasileiras.

As questões que podem resultar em um novo tarifaço contra o Brasil incluem o Pix e a regulação das grandes empresas de tecnologia.

Na investigação que sugere uma tarifa de 25% para o Brasil, os EUA estão propondo essa taxa. Em outra investigação, que abrange 58 países e a União Europeia, sobre o uso de trabalhos forçados nos EUA, há a possibilidade de uma tarifa de 12,5%.

Texto adaptado com IA · conteúdo original preservado
Fonte original: redir.folha.com.br

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