Janja destacou a importância de o campo progressista retomar o diálogo dentro das igrejas. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil )
Nesta segunda-feira (8), a primeira-dama Janja Lula da Silva respondeu às críticas do pastor Silas Malafaia, que zombou de seus encontros com mulheres evangélicas, afirmando que elas não têm expressão no meio evangélico.
"Não o chamo de pastor. Ele teve a audácia de dizer nas redes sociais que eu conversava com mulheres insignificantes. Insignificante é ele, porque toda mulher é importante para mim", declarou Janja durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT.
No ano passado, Janja aumentou sua interação com esse segmento. Em agosto, Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, disse que ria dos encontros promovidos por ela.
"Eu dou risada desses encontros de Janja. Tudo arranjado com pessoas que não têm expressão no mundo evangélico, nenhuma mulher relevante. Eu sei quem é quem nesse meio", comentou o pastor em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, em 25 de agosto de 2025.
Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem buscado fortalecer o diálogo com os evangélicos, que foram grandes apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"O ódio está do lado deles", afirmou Janja durante o evento do PT, ressaltando a necessidade de o campo progressista voltar às igrejas para conversar.
"Os pastores e pastoras do campo progressista precisam se manifestar. Sei que é desafiador, pois uma pastora que participou de um de meus encontros foi expulsa de sua congregação", contou.
Janja enfatizou que a "disputa de narrativa" deve ocorrer em todos os espaços, pois o "ódio está do lado deles".
"Se temos um presidente eleito três vezes, isso se deu por amor. Nunca foi por ódio. Esse amor permanece conosco. Com esse amor e essa fé, vamos vencer novamente em 2026", finalizou.
