PF rejeita segunda proposta de delação de Vorcaro. (Foto: Reprodução/Youtube/TVLIDE )
Nesta quinta-feira (11), a Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A decisão foi informada ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A revista Veja e a Folha de S.Paulo divulgaram a informação hoje à noite. De acordo com a Folha, assim como na primeira proposta, a PF concluiu que Vorcaro não trouxe novas informações em relação ao que já foi apurado na investigação.
A primeira proposta de delação foi rejeitada em 20 de maio. Vorcaro continua tentando fechar um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A defesa do empresário foi informada sobre essa nova negativa na quarta-feira (10). O caso está sob sigilo no STF.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 18 de novembro de 2025. Ele ficou inicialmente na Superintendência da PF em São Paulo, antes de ser transferido para o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.
Cerca de dez dias depois da prisão, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) concedeu habeas corpus a Vorcaro. A desembargadora Solange Salgado substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
O Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão que soltou Vorcaro. Em contrapartida, a defesa do banqueiro pediu que o caso fosse analisado no STF. O ministro Dias Toffoli relatou a reclamação dos advogados e acatou o pedido.
Toffoli ficou à frente do inquérito de dezembro de 2025 até 12 de fevereiro deste ano, quando foi substituído pelo ministro André Mendonça. A troca ocorreu após a PF encontrar referências ao ministro no celular de Vorcaro.
Em 4 de março de 2026, Mendonça atendeu a um pedido da PF e autorizou a segunda prisão preventiva de Vorcaro. Inicialmente, ele foi detido no Complexo Penitenciário de Potim (SP), mas depois transferido para a Penitenciária Federal em Brasília.
No dia 19 de abril, Mendonça permitiu a transferência de Vorcaro para a Superintendência da PF em Brasília. Essa mudança de unidade prisional foi um dos primeiros passos para uma possível delação.
No dia 6 de maio, a defesa de Vorcaro apresentou a primeira proposta de delação premiada à PGR e aos investigadores da PF. No entanto, a proposta foi considerada insuficiente pela autoridade policial.
Um dia após a entrega da proposta, a PF iniciou a quinta fase da Operação Compliance Zero, que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Essa nova fase indicou que a investigação poderia avançar sem a delação. Segundo a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, o empresário não mencionou o senador na proposta.
Além de Ciro Nogueira, a operação também prendeu Felipe Cançado Vorcaro, primo do empresário, que foi detido temporariamente após tentar fugir em um carrinho de golfe durante uma ação em Trancoso (BA).
No dia 14 de maio, Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro, foi preso na sexta fase da operação. Essa nova etapa da investigação focou em suspeitas de ameaças e coação de desafetos de Vorcaro, além da ocultação de patrimônio relacionado ao fundo de investimentos Reag.
A Gazeta do Povo tentou contato com a defesa de Daniel Vorcaro, mas ainda não obteve resposta. O espaço permanece aberto para manifestações.
