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PT Lança Carta para Aproximar Lula dos Evangélicos sem Abordar Pautas de Costumes

Nesta segunda-feira (8), o PT divulgou uma carta aos evangélicos, buscando estreitar laços com o segmento antes das eleições, sem abordar temas de costumes.

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9 de jun. de 2026
PT Lança Carta para Aproximar Lula dos Evangélicos sem Abordar Pautas de Costumes

O PT lançou uma carta que critica a "manipulação da fé" e busca se aproximar dos evangélicos, mas não aborda questões de costumes.

Nesta segunda-feira (8), o PT divulgou uma carta direcionada aos evangélicos, visando estreitar laços com esse grupo antes das eleições. O texto destaca a agenda política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não toca em temas de costumes, como o direito à vida.

A carta, chamada "Acreditamos em um Brasil onde a política esteja a serviço da vida", foi apresentada após o IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do partido. A legenda afirmou que os governos do PT sempre respeitaram as igrejas e reconheceram a importância da Igreja Evangélica.

No documento, os evangélicos do partido pedem a "ampliação e aprofundamento de políticas públicas que têm feito diferença na vida do povo brasileiro", mencionando programas do governo Lula, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Gás do Povo.

O partido relaciona "o enfrentamento à fome, a valorização do trabalho e a proteção dos mais vulneráveis" aos programas sociais e iniciativas do presidente.

A carta inclui versículos bíblicos para reforçar a ideia de que a "religião pura" deve se manifestar no cuidado com os famintos, oprimidos e vulneráveis.

"A defesa da democracia, da justiça social, da Reforma Agrária; o enfrentamento à fome, a valorização do trabalho e a proteção dos mais vulneráveis fazem parte da mensagem de Jesus e da melhor tradição evangélica", declarou a legenda.

"Defendemos o fim da escala 6×1, que representa qualidade de vida para os trabalhadores, além de um maior tempo de convivência familiar, essencial para a saúde mental e a organização do lar", completou.

O PT critica a manipulação da fé para "fins políticos" e expressa a "preocupação" dos evangélicos do partido com a disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e tentativas de usar a fé para interesses políticos ou econômicos.

"O Evangelho nos chama à verdade, à honestidade e à responsabilidade. A religião não deve ser usada para dividir o povo brasileiro, mas para promover esperança, solidariedade e compromisso com o bem comum", afirmaram.

Lula explicou sua ausência na Marcha para Jesus, que ocorreu na última quinta-feira (4), dizendo que evita eventos religiosos em ano eleitoral para não dar a impressão de querer "tirar proveito político de uma coisa sagrada".

O PT também destacou na carta que foi Lula quem sancionou "leis que garantem o direito de livre culto e a criação de igrejas", como o Dia Nacional da Música Gospel, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e o Dia Nacional da Marcha para Jesus.

"Por isso, rejeitamos toda tentativa de transformar a religião em instrumento de manipulação política e denunciamos aqueles que usam o Evangelho como negócio", afirma o documento.

Os participantes do evento do PT afirmam que o apoio à reeleição de Lula "não nasce do uso eleitoral da fé, pois compartilhamos do entendimento do próprio presidente de que não se deve 'tirar proveito político de uma coisa sagrada'."

"A partir de uma avaliação cidadã, democrática e programática dos desafios do país, dos avanços alcançados e das tarefas ainda necessárias para garantir direitos, reduzir desigualdades e ampliar oportunidades, manifestamos nosso apoio à continuidade do projeto democrático e popular liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva", conclui a carta.

Texto adaptado com IA · conteúdo original preservado
Fonte original: gazetadopovo.com.br

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